Claudia Lara
TEXTOS
TRÊS ANOTAÇÕES DE ACOMPANHAMENTO - JOÃO HENRIQUE DO AMARAL

 

Três anotações de acompanhamento da produção recente de Claudia de Lara.

De junho de 2012 até abril de 2013 acompanhei Claudia de Lara em sua produção e as investidas por novas fronteiras criativas. Fiz essas anotações com o desejo que o espectador deste documentário acompanhe a poética da artista e desfrute de suas boas vibrações.

João Henrique do Amaral de Curitiba

A exuberante pintura de Claudia de Lara - cuja pincelada "tropicalpixel" explode em fótons na retina do espectador - provém de alguma alegria atávica da artista, independente, sem preocupações com rótulos ou limitações acadêmicas.

O aparente despojamento da fatura pictórica é resultado do traquejo, da fina sintonia, da intenção do gesto repetido - trabalho e trabalho! – que alcança o ponto médio entre a formalidade e o espontâneo.

David Hockney, artista inglês nascido em 1937 que se tornou ícone pop, apresentava elementos expressionistas, apreço às cenas do cotidiano além da paleta que é referência para os coloristas; nestes aspectos, Claudia manifesta uma influência inconsciente do mestre inglês.

Do catarinense Juarez Machado (1941), que estudou e iniciou sua carreira em Curitiba, tem a lembrança do traço elegante, das suas bicicletas e ciclistas charmosas, como todos os pintores que foram encantados pelas bicicletas, seu significado de modernidade e liberdade, o estilo de vida algo nonsense, se incorporaram ao repertório de influências da artista.

Em todas suas séries, Claudia emana vibrações no resultado final das suas pinturas, o que é difícil explicar sem entrar na seara da sensibilidade pura, da crença verdadeira na força do sorriso e das emoções; é arte feita com responsabilidade, dedicação, talento e alegria.

Assim como a pintura colorida, de texturas várias, a instalação Ninho de Noiva, é, também, um patchwork, colorido, com tecidos que compõe ao tato. Em comum, uma misteriosa - silenciosa - alegria de descoberta. Ao absorver as sutilezas, tanto das pinturas, como da instalação, o espectador pactua intimidade e sintoniza a ordem criativa.

Claudia de Lara nasceu em Curitiba – PR, onde frequentou diversos ateliês, entre eles: Luiz Carlos de Andrade e Lima, Ida Hannemann de Campos e Edilson Viriato, em Curitiba/PR.

Possui em seu currículo exposiçøes e premiações em Salões e Mostras no Brasil e exterior.

“ A exuberante pintura de Claudia de Lara - cuja pincelada "tropicalpixel" explode em fótons na retina do espectador - provém de alguma alegria atávica da artista, independente, sem preocupações com rótulos ou limitações acadêmicas.

O aparente despojamento da fatura pictórica é resultado do traquejo, da fina sintonia, da intenção do gesto repetido - trabalho e trabalho! – que alcança o ponto médio entre a formalidade e o espontâneo.

“Metamorfose, transformação, mutação, eclosão, distúrbios, emoção, reviravolta, surpresa, receios. A zona de conforto em que a criatividade se instala, é clássico nos artistas e de tempos em tempos é sacudida. Tremendamente sacudida. Claudia de Lara ousou ouvir a intuição e entregou-se a metamorfosear em pintura intensa - e quando me refiro a "pintura intensa" me refiro ao ato de pintar como "revestir com matéria corante o espaço plano da tela" com a técnica que desde sempre exibiu, e nesse seu momento, a serviço de uma emoção recente, incontida, espontânea e divisora de águas.

Dois suportes diversos como a pintura e a instalação, tem, no exemplo de Claudia de Lara, pontos de encontro que ratificam, além da diversificação criativa, coerência de linguagem.

De junho de 2012 até abril de 2013 acompanhei Claudia de Lara em sua produção e as investidas por novas fronteiras criativas. Fiz essas anotações com o desejo que o espectador deste documentário acompanhe a poética da artista e desfrute de suas boas vibrações.

* João Henrique do Amaral, de Curitiba.


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